domingo, 10 de abril de 2011

NOTÍCIAS - Entenda como a geração de energia elétrica afeta o meio ambiente


Cada tecnologia tem um impacto diferente sobre a natureza.

Custos e viabilidade também devem ser levados em conta na comparação.

Lucas Frasão, Mário Barra e Tadeu MeniconiDo G1, em São Paulo
Entre 20h30 e 21h30 deste sábado, será realizada a Hora do Planeta. Por 60 minutos, milhares de pessoas devem apagar as luzes, num evento promovido pela organização ambientalista WWF. A ideia do ato simbólico é demonstrar a preocupação com o aquecimento global.
A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades. O G1 procurou especialistas para explicar quais as vantagens e desvantagens dos principais tipos de usinas disponíveis, levando em conta não só a questão ambiental, mas também os custos e a viabilidade de cada técnica.
Tipo de usinaVantagensDesvantagens
Hidroelétrica
Ícone hidroelétrica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa

- Baixo custo
- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas
Termoelétrica a carvão
Ícone carvão (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção e combustível

- Alta produtividade

- Independência das condições climáticas
- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração
Termoelétrica a gás natural
Ícone gás natural (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)
- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)
Termoelétrica a biomassa
Ícone biomassa (Foto: Arte/G1)
- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas
- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental
Nuclear
Ícone nuclear (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)
Eólica
Ícone eólica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo
- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual
Fotovoltaica
Ícone fotovoltaica (Foto: Arte/G1)

- Baixo impacto ambiental

- Alto custo
- Baixa produtividade
Hidroelétrica
Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.
O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.
Por conta disso, projetos de usinas para o Norte do Brasil – como a polêmica obra de Belo Monte – preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)
Eólica
A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.
Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.
Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.
Parque eólico de Osório (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)
Termoelétrica
As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.
O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.
Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar"
Ricardo Baitelo, do Greenpeace
As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.
No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.
Para Roberto Schaeffer, da UFRJ, “é melhor até que a hidrelétrica do ponto de vista ambiental”. Já Ricardo Baitelo não se entusiasma. “Do ar diretamente relacionado a queimadas, afeta bastante populações próximas a canaviais e aumenta incidência de doenças respiratórias”, indica o especialista do Greenpeace.
Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)
Nuclear
O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.
“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.
Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.
Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
É uma beleza, mas é caríssimo"
Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da UFRJ, sobre os painéis fotovoltaicos
Fotovoltaica
Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.
“É uma beleza, mas é caríssimo”, resume Schaeffer, da UFRJ. Para ele, o uso só se justifica em situações pontuais, em locais de acesso muito difícil. Caso contrário, só é viável se houver subsídios. Baitelo, do Greenpeace, diz que faltam tais incentivos no país. “É a mais cara no Brasil porque não temos legislação”, reclama.
Tolmasquim, da EPE, aponta também que a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia.
Para José Manuel Diaz Francisco, o investimento vale a pena. “É uma tecnologia que precisa ser incorporada ao cotidiano de prédios e residências para atender a demandas pequenas. Não nos podemos deixar de integrar este tipo de tecnologia, pois é necessário diversificar a matriz energética”, argumenta.

NOTÍCIAS - Estudante transforma brinquedo de criança em robô equilibrista



Felipe Brandão, aluno de engenharia elétrica da UnB, ganhou uma bolsa de estudos nos Estados Unidos com seu projeto. O estudante de de 21 anos criou o robô a partir de um brinquedo comum, acrescentando-lhe novas tecnologias.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E-BOOK - Projetos de Instalações Elétricas Prediais

Projetos de Instalações Elétricas Prediais


Projetos de Instalações Elétricas Prediais
Domingos Leite Lima Filho
6ª edição - Editora Érica - 253 páginas
Tamanho: 14,1MB

Resumo:

Capítulo 1 - Projeto: Conceitos, atribuições e responsabilidade profissional
Capítulo 2 - O projeto de instalações elétricas prediais
Capítulo 3 - Previsão de cargas da instalação elétrica
Capítulo 4 - Demanda de energia de uma instalação elétrica
Capítulo 5 - Divisão da instalação em circuitos
Capítulo 6 - Fornecimento de energia: Padrão e dimensionamento
Capítulo 7 - Dimensionamento de condutores elétricos
Capítulo 8 - Dimensionamento de eletrodutos
Capítulo 9 - Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes
Capítulo 10 - Aterramento e proteção contra choques elétricos
Capítulo 11 - Proteção contra descargas atmosféricas
Capítulo 12 - Projeto de instalações telefônicas

E-BOOK - Conservação de Energia - Eficiência Energética de Equipamentos e Instalações

Conservação de Energia - Eficiência Energética de Equipamentos e Instalações


Conservação de Energia - Eficiência Energética de Equipamentos e Instalações
Eletrobrás / PROCEL
3ª edição - 621 páginas

Resumo:

Capítulo 1 - O PROCEL Educação
Capítulo 2 - Energia: Conceitos e Fundamentos
Capítulo 3 - Energia e Meio Ambiente
Capítulo 4 - Auditoria Energética
Capítulo 5 - Tarifação de Energia Elétrica
Capítulo 6 - Análise Econômica em Conservação de Energia
Capítulo 7 - Iluminação
Capítulo 8 - Bombas de fluxo e ventiladores
Capítulo 9 - Refrigeração e ar condicionado
Capítulo 10 - Caldeiras e Fornos
Capítulo 11 - Acionamentos com motores de indução trifásicos
Capítulo 12 - Compressores e ar comprimido
Capítulo 13 - Transformadores
Capítulo 14 - Inversores de Frequência
Capítulo 15 - Qualidade da Energia Elétrica

Provas - Pacote de Provas de Concurso

Pacote de Provas de Concurso

Pacote de Provas de Concurso
Tamanho: 19,24 MB

Resumo:

Pacotão de provas de concurso. São várias provas da área de eletricidade com gabarito dos maiores órgãos do país, entre eles, Petrobras, Eletronuclear, Transpetro, Eletrobrás, Furnas etc.

EBOOK - Curso de Ensaios Elétricos em Equipamentos de Subestações e Usinas

Curso de Ensaios Elétricos em Equipamentos de Subestações e Usinas

Curso de Ensaios Elétricos em Equipamentos de Subestações e Usinas
Luis R. A. Gamboa
LACTEC - 91 páginas
Tamanho: 0,48MB


Resumo:

Capítulo 1 - Aspectos Gerais
Capítulo 2 - Transformadores
Capítulo 3 - Buchas
Capítulo 4 - Compatibilidade Eletromagnética em SE´s
Capítulo 5 - Geradores
Capítulo 6 - Sistemas de Aterramento
Capítulo 7 - Reator Trifásico de Aterramento
Capítulo 8 - TC´s
Capítulo 9 - Pára-Raios
Capítulo 10 - Ensaios em Cabos e Muflas
Capítulo 11 - Capacitores
Capítulo 12 - Disjuntores